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E
tudo isso é apenas o início de um processo que deve levar os Jovens a
assumir o seu papel na sociedade e na Igreja – Obrigado a todos que
colaboraram e permitiram a realização deste “Bote Fé!”- Mas nós queremos
continuar também a nossa reflexão sobre o compromisso de educar os
Jovens para a Justiça e a Paz – As palavras de Bento XVI nos orientam:
No nosso mundo, onde o valor da pessoa,
da sua dignidade e dos seus direitos, não obstante as proclamações de
intentos, está seriamente ameaçado pela tendência generalizada de
recorrer exclusivamente aos critérios da utilidade, do lucro e do ter, é
importante não separar das suas raízes transcendentes o conceito de
justiça. De fato, a justiça não é uma simples convenção humana, pois o
que é justo determina-se originariamente não pela lei positiva, mas pela
identidade profunda do ser humano. É a visão integral do homem que
impede de cair numa concepção contratualista da justiça e permite abrir
também para ela o horizonte da solidariedade e do amor.
Não podemos ignorar que certas correntes
da cultura moderna, apoiadas em princípios econômicos racionalistas e
individualistas, alienaram das suas raízes transcendentes o conceito de
justiça, separando-o da caridade e da solidariedade. Ora « a “cidade do
homem” não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres,
mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e
comunhão. A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o
amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça
no mundo.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados » (Mt 5, 6). Serão saciados, porque têm fome e sede de relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados » (Mt 5, 6). Serão saciados, porque têm fome e sede de relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.
-Continua o Papa:
A paz não é só ausência de guerra, nem se
limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas. A paz não é
possível na terra sem a salvaguarda dos bens das pessoas, a livre
comunicação entre os seres humanos, o respeito pela dignidade das
pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade. A paz é fruto
da justiça e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus.
Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo:
n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu as
barreiras que nos separavam uns dos outros; n’Ele, há uma única família
reconciliada no amor.
A paz, porém, não é apenas dom a ser
recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente
artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a
colaboração, a fraternidade, ser ativos dentro da comunidade e
solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e
internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de
redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação
para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos. Felizes os
pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus – diz Jesus no
sermão da montanha (Mt 5, 9).
A paz para todos nasce da justiça de cada
um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover
a justiça segundo as respectivas competências e responsabilidades. De
forma particular convido os jovens, que conservam viva a tensão pelos
ideais, a procurarem com paciência e tenacidade a justiça e a paz e a
cultivarem o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso lhes
possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente.
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